segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Empresários chineses manifestam interesse no Porto de Luís Correia

Foto: Álvaro Carneiro/CCom

Em viagem à China, o governador Wellington Dias reuniu-se, nesta sexta-feira (09), com representantes da China Communications Construction Company (CCCC Shangai) apresentando alternativas de investimento privado no Piauí. A empresa chinesa já possui projetos no Brasil, em parceria com a Concremat Engenharia, e manifestaram interesse no Porto de Luís Correia.
Segundo o governador, a ideia é trabalhar em um projeto para a obra do Porto de Luís Correia, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). “Eles têm muita experiência nessa área de portos e poderão nos auxiliar com a ferrovia do porto de Luís Correia em direção a Teresina e ainda uma integração com a ferrovia transnordestina. Com isso, temos cerca de 14 milhões de toneladas de carga com perspectiva de crescimento agrícola e em mineração”, destacou Wellington.
Foto: Álvaro Carneiro/CCom

Ainda de acordo com o chefe do executivo estadual, um cronograma já foi definido no Brasil com a empresa chinesa. “Ainda em agosto representantes da CCCC Shangai estarão em Teresina participando do evento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, a Abdib, numa reunião de trabalho com a nossa equipe. Saio confiante de que temos grandes possibilidades a partir desse, que, talvez, será o maior investimento no estado do Piauí”, complementou.
O diretor-geral da CCCC Shangai, Huo Shengyong, vê na melhoria da infraestrutura um campo para novas parcerias. “Acredito que se melhorarmos a estrutura de transportes e porto vamos ter um crescimento muito vigoroso e aumentar possibilidades de parceria. Sabemos que Brasil-China estão em um bom momento, principalmente, com a participação dos Brics e esse bom relacionamento traz excelentes oportunidades para nossas empresas. Vamos analisar com toda a atenção o material que o governador nos trouxe e colocar em ordem de prioridade, selecionando os projetos que nossa empresa tenha possibilidade de realizar com eficiência. Acredito que vários dos projetos do Piauí estarão ao alcance da CCCC e trabalhando juntos teremos sucesso nos resultados”, disse.
Foto: Álvaro Carneiro/CCom

Da Redação
redacao@cidadeverde.com

Fonte: www.cidadeverde.com 

O Eucalipto e o Porto
  A operação do porto de Luis Correia abre grandes oportunidades para área florestal na região, uma vez que já há áreas plantadas, assim com uma grande disponibilidades de terras aptas ao plantio de eucalipto, e  também a comprovação da viabilidade através de pesquisas e plantios comerciais, feitos nessa região a partir de 2008, nos diversos municípios como Piracuruca, Bom Princípio e Boa Hora no Piauí, e região de Chapadinha, Santa Quitéria e Urbanos Santos, no Maranhão, com resultados de produtividade semelhantes a outras regiões do Brasil com tradição na atividade florestal, com rendimentos de até 180 m³/ha, aos 6 anos. Assim como a proximidade dessas áreas ao porto, estando num raio de 250 km do porto, o que reduz drasticamente os custos de transporte, podendo viabilizar para exportação e atender a crescente demanda externa de madeira plantada. A exemplo citamos a China e Japão, que importaram em 2017 aproximados 23 (vinte e três) milhões de toneladas secas de madeira (basicamente acácia e eucalipto) na forma de cavacos para atender suas indústrias de celulose e papel, com forte indícios  de aumento de demanda nos próximos 10 a 20 anos, dado ao estimativa de dobrar o consumo de papel na Ásia até 2040. Somam-se a esses fatores, a redução da oferta de madeira por tradicionais países exportadores como Indonésia e Chile, com um déficit previsto na Ásia de até 3 milhões de toneladas de madeira em cavacos por volta de 2023/2025. Assim essa região com porto em operação é candidata natural a ser uma das principais abastecedora do insumo madeira pra esses mercados, dada as vantagens citadas, podendo oferecer o produto a um preço competitivo, frente aos concorrente de outras regiões tanto do Brasil quanto de outros continentes.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Governador apresenta projeto do Porto de Luís Correia a empresários do setor de infraestrutura

 

 

A atividade faz parte de uma agenda de promoção do projeto de PPP para construção e administração do porto piauiense

(Álvaro Carneiro)

A comitiva formada pelo governador Wellington Dias e a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado (Suparc), Viviane Moura, apresentou a investidores o projeto de construção do Porto de Luís Correia, na tarde desta quarta-feira (13), na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), em São Paulo.
A atividade faz parte de uma agenda de promoção do projeto de Parceria Público Privada para construção e administração do Porto piauiense.
Para o presidente da Abdib, Venilton Tadini, a qualidade técnica e os critérios destacados na apresentação do projeto chamaram a atenção de investidores e associados. “Nós conhecemos o trabalho do governador Wellington Dias e gostamos muito da forma como é tratado o projeto dentro de um processo de desenvolvimento, no qual ele estabelece prioridades com critérios de racionalidade. Acreditamos que esse porto causará um impacto significativo para o estado e para a região. Acho que o momento do país é oportuno, a natureza do projeto é significativa e a iniciativa privada tem todo o interesse em contribuir com os interesses do estado”, assinalou.
Está é a primeira vez que a iniciativa é apresentada ao público. O processo de consolidação do projeto ainda passa pelas etapas de consulta pública, publicações de editais e licitação.
De acordo com o economista e diretor adjunto da DTA Engenharia, empresa responsável pelos estudos técnicos de viabilidade do Porto, Daniel Kohl, o principal objetivo era chamar atenção dos investidores para a viabilidade da obra. “O porto é uma construção que está presente na história do Piauí há 40 anos, mas nunca foi de fato estudado, no sentido de se chegar à conclusão de que é viável e possível de ser colocado em pé. É a primeira vez que o Governo apresenta isso com uma possibilidade real de investimento ao público”, comenta.
Para Viviane Moura, a receptividade do público empresarial tem sido positiva, um passo importante na consolidação do projeto. “Tivemos um público extremamente qualificado, formado por pessoas que atuam nesse setor. Apresentamos a base técnica econômico-financeira, que justifica o porto do Estado do Piauí e a sua viabilidade. As empresas estão dispostas a avaliar o material que agente produziu e participar desse processo”, conclui.
O governador Wellington Dias explicou que a apresentação na Abdib é estratégica no ponto de vista de expertise de mercado. De acordo com ele, a associação congrega fundos e investidores que têm a capacidade de identificar um bom projeto. Além de atender aos critérios exigidos pelos parâmetros federais e internacionais o projeto iria ao encontro da demanda de mercado. “Com isso podemos colocar o edital para a concorrência e temos um edital em sintonia com os investidores”, destacou.
Dias ainda pontua a região de Luís Correia como território econômico para a exportação. “Nosso objetivo é ter um porto onde temos os Tabuleiros Litorâneos, uma ZPE (Zona de Processamento e Exportação), uma região onde temos minérios, produção de alimentos, madeira, etanol e uma localização estratégica pensando no turismo”, visualizou.


Autoria: Pablo Cavalcante e Valmir Macêdo
Fonte Site www.pi.gov.br
   
O Eucalipto e o Porto
  A operação do porto de Luis Correia abre grandes oportunidades para área florestal na região, uma vez que já há áreas plantadas, assim com uma grande disponibilidades de terras aptas ao plantio de eucalipto, e  também a comprovação da viabilidade através de pesquisas e plantios comerciais, feitos nessa região a partir de 2008, nos diversos municípios como Piracuruca, Bom Princípio e Boa Hora no Piauí, e região de Chapadinha, Santa Quitéria e Urbanos Santos, no Maranhão, com resultados de produtividade semelhantes a outras regiões do Brasil com tradição na atividade florestal, com rendimentos de até 180 m³/ha, aos 6 anos. Assim como a proximidade dessas áreas ao porto, estando num raio de 250 km do porto, o que reduz drasticamente os custos de transporte, podendo viabilizar para exportação e atender a crescente demanda externa de madeira plantada. A exemplo citamos a China e Japão, que importaram em 2017 aproximados 23 (vinte e três) milhões de toneladas secas de madeira (basicamente acácia e eucalipto) na forma de cavacos para atender suas indústrias de celulose e papel.