segunda-feira, 11 de março de 2019

Governador apresenta projeto do Porto de Luís Correia a empresários do setor de infraestrutura

 

 

A atividade faz parte de uma agenda de promoção do projeto de PPP para construção e administração do porto piauiense

(Álvaro Carneiro)

A comitiva formada pelo governador Wellington Dias e a superintendente de Parcerias e Concessões do Estado (Suparc), Viviane Moura, apresentou a investidores o projeto de construção do Porto de Luís Correia, na tarde desta quarta-feira (13), na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), em São Paulo.
A atividade faz parte de uma agenda de promoção do projeto de Parceria Público Privada para construção e administração do Porto piauiense.
Para o presidente da Abdib, Venilton Tadini, a qualidade técnica e os critérios destacados na apresentação do projeto chamaram a atenção de investidores e associados. “Nós conhecemos o trabalho do governador Wellington Dias e gostamos muito da forma como é tratado o projeto dentro de um processo de desenvolvimento, no qual ele estabelece prioridades com critérios de racionalidade. Acreditamos que esse porto causará um impacto significativo para o estado e para a região. Acho que o momento do país é oportuno, a natureza do projeto é significativa e a iniciativa privada tem todo o interesse em contribuir com os interesses do estado”, assinalou.
Está é a primeira vez que a iniciativa é apresentada ao público. O processo de consolidação do projeto ainda passa pelas etapas de consulta pública, publicações de editais e licitação.
De acordo com o economista e diretor adjunto da DTA Engenharia, empresa responsável pelos estudos técnicos de viabilidade do Porto, Daniel Kohl, o principal objetivo era chamar atenção dos investidores para a viabilidade da obra. “O porto é uma construção que está presente na história do Piauí há 40 anos, mas nunca foi de fato estudado, no sentido de se chegar à conclusão de que é viável e possível de ser colocado em pé. É a primeira vez que o Governo apresenta isso com uma possibilidade real de investimento ao público”, comenta.
Para Viviane Moura, a receptividade do público empresarial tem sido positiva, um passo importante na consolidação do projeto. “Tivemos um público extremamente qualificado, formado por pessoas que atuam nesse setor. Apresentamos a base técnica econômico-financeira, que justifica o porto do Estado do Piauí e a sua viabilidade. As empresas estão dispostas a avaliar o material que agente produziu e participar desse processo”, conclui.
O governador Wellington Dias explicou que a apresentação na Abdib é estratégica no ponto de vista de expertise de mercado. De acordo com ele, a associação congrega fundos e investidores que têm a capacidade de identificar um bom projeto. Além de atender aos critérios exigidos pelos parâmetros federais e internacionais o projeto iria ao encontro da demanda de mercado. “Com isso podemos colocar o edital para a concorrência e temos um edital em sintonia com os investidores”, destacou.
Dias ainda pontua a região de Luís Correia como território econômico para a exportação. “Nosso objetivo é ter um porto onde temos os Tabuleiros Litorâneos, uma ZPE (Zona de Processamento e Exportação), uma região onde temos minérios, produção de alimentos, madeira, etanol e uma localização estratégica pensando no turismo”, visualizou.


Autoria: Pablo Cavalcante e Valmir Macêdo
Fonte Site www.pi.gov.br
   
O Eucalipto e o Porto
  A operação do porto de Luis Correia abre grandes oportunidades para área florestal na região, uma vez que já há áreas plantadas, assim com uma grande disponibilidades de terras aptas ao plantio de eucalipto, e  também a comprovação da viabilidade através de pesquisas e plantios comerciais, feitos nessa região a partir de 2008, nos diversos municípios como Piracuruca, Bom Princípio e Boa Hora no Piauí, e região de Chapadinha, Santa Quitéria e Urbanos Santos, no Maranhão, com resultados de produtividade semelhantes a outras regiões do Brasil com tradição na atividade florestal, com rendimentos de até 180 m³/ha, aos 6 anos. Assim como a proximidade dessas áreas ao porto, estando num raio de 250 km do porto, o que reduz drasticamente os custos de transporte, podendo viabilizar para exportação e atender a crescente demanda externa de madeira plantada. A exemplo citamos a China e Japão, que importaram em 2017 aproximados 23 (vinte e três) milhões de toneladas secas de madeira (basicamente acácia e eucalipto) na forma de cavacos para atender suas indústrias de celulose e papel.